A matéria do Programa Camarote mostra como duas experiências — a defesa de mulheres em situação de violência e mais de uma década de convivência com a área da saúde — construíram as duas grandes causas da Dra. Rosana Lara.
Advocacia que começa pela escuta
Para a Dra. Rosana, advogar para mulheres vai além de leis, prazos e processos: significa saber ouvir. Em seu escritório, antes de explicar direitos, vem o acolhimento — sem julgamentos, com sigilo, linguagem simples e acompanhamento ao longo de todo o caminho.
O trabalho pode envolver medida protetiva e a Lei Maria da Penha, mas também divórcio, pensão alimentícia, guarda e convivência com os filhos — questões diferentes no Direito que, na vida real, fazem parte da mesma história.
“Existe uma diferença enorme entre conduzir um processo e ajudar uma pessoa a recuperar a capacidade de conduzir a própria vida.”
Vitórias que não cabem nos autos
A matéria lembra que algumas conquistas estão na mulher que volta a trabalhar, na que consegue dormir sem medo, na mãe que reorganiza a vida dos filhos e em quem recupera a autonomia depois de anos.
Cuidar de Quem Cuida
A segunda causa nasce da convivência com hospitais e com a enfermagem — profissionais de plantões longos, UTIs, emergências e grande desgaste. O programa propõe espaços reais de repouso e descompressão, começando por um levantamento e um projeto-piloto no complexo do Hospital das Clínicas de São Paulo, além de diretrizes para a saúde mental da categoria.
Cuidar de quem trabalha também protege quem está sendo atendido. E, numa profissão majoritariamente feminina, as duas causas se encontram.
Resumo elaborado a partir da matéria publicada em 2026 pelo Programa Camarote. O texto original também aborda a candidatura daquele ano.